As redes sociais são tão populares quanto se pensa?
7 set
Uma pesquisa realizada pela Synovate em 17 países mostra que 58% da população não sabem o que são as redes sociais. Além disso, um terço dos entrevistados disse estar perdendo o interesse em social media.
As entrevistas foram realizadas com 13.000 pessoas de 18 a 65 anos, e este resultado reflete todo o público abrangido. “A história seria diferente se olhamos somente para os mais jovens”, disse Steve Garton, responsável pela pesquisa. A diferença também se nota por país: quase 90% dos alemães disseram conhecer o termo, seguidos por aproximadamente 70% dos japoneses e norte-americanos.
As redes sociais preferidas
As redes preferidas também variam muito de país a país. Enquanto em alguns a maioria dos usuários disse estar em somente um ou dois sites, nos outros teriam contas em várias redes ao mesmo tempo. Na Indonésia, por exemplo, o modismo é estar em várias redes para mostrar que se está seguindo as tendências.
No Brasil, único país da América Latina no estudo, o Orkut obviamente lidera a preferência dos usuários, seguido pelo MSN Spaces e Gazzag /Octopop. O resultado diverge da pesquisa realizada pela Livra Panels em outubro do ano passado sobre a penetração das redes sociais na América Latina, onde o MySpace ocupava a terceira posição com 15% dos usuários de Internet no país.
Preocupação com a privacidade
Os brasileiros são os mais preocupados com a privacidade, setenta e nove por cento dos entrevistados consideram as redes sociais perigosas e não se sentem confortáveis em dar os seus dados pessoais. Considerando todos os países do estudo, pouco mais da metade consideraram as redes sociais perigosas.
Mais algumas conclusões
- Quarenta por cento dos entrevistados que estão em alguma rede social acreditam que a comunicação online é tão significativa quanto a cara a cara.
- Entre os usuários das redes sociais, quase metade (46%) acreditam que é mais fácil fazer amigos online que pessoalmente, contra 28% dos que não estão em redes sociais.
- Mais da metade dos usuários das redes sociais acreditam que o social networking deteriora a linguagem.
- Setenta e oito por cento dos social networkers acreditam que é melhor fazer atividades externas que estar gastando tempo no computador.
Estes resultados apresentados pela Synovate servem apenas como panorama, já que não foram revelados dados importantes para a análise, como se as pessoas entrevistadas são usuárias de Internet ou não. Também não dão detalhes sobre os lugares que foram realizadas as entrevistas, ainda que se suponha que foram em centros urbanos.
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