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Micro-segmentação: Já não é exclusividade das marcas de nicho

17 fev

A maioria dos artigos publicados neste blog, se bem podem servir para grandes empresas de consumo massivo, geralmente são postos em prática por empresas de nicho, que tem um alto conhecimento sobre os seus clientes e como chegar até eles. Mas isso parece estar mudando, é o que diz o artigo Micro-Targeting: It’s Not Just for Niche Brands Anymore, publicado no blog NielsenWire.

Segundo o artigo, com o auge das novas tecnologias, como o Twitter e Facebook, e a fragmentação dos canais, antes dominados por TV, rádio e jornal, está tornando a busca por consumidores mais desafiante que nunca. Mais e mais empresas de consumo massivo e varejistas estão descobrindo que as estratégias de micro-segmentação estão revelando insights dos seus clientes potenciais, permitindo que as suas marcas cresçam de maneira mais criativa e rentável.

Micro-segmentação, ou análise em profundidade dos consumidores de uma empresa, sempre foi visto como uma ferramenta para negócios muito especializados. O ramo de serviços financeiros, por exemplo, já vem fazendo isso de longa data. Com rigorosos modelos estatísticos e informações baseadas em relações diretas, a micro-segmentação desempenha um papel importante na comunicação eficaz e com precisão aos clientes que essas empresas querem alcançar.

Cinco passos-chave para o sucesso

Como as empresas de consumo massivo (ou qualquer outra) podem começar a micro-segmentação? A equipe responsável pelo estudo aponta cinco pasos-chave:

  1. Definir quais são os seus objetivos. Determinar como o esforço de micro-segmentação vai ser avaliado. Aumentar a sensibilização, vendas ou algum outro objetivo?
  2. Construir uma base de informações detalhada sobre o segmento-alvo. Ser muito claro em quem você que chegar. Normalmente, os objetivos são os segmentos mais rentáveis, mas também podem ser usuários antigos, clientes da concorrência ou outros grupos.
  3. Criar uma mensagem relevante. Uma vez que você conseguir definir o segmento-alvo, deve criar uma mensagem de interesse a este grupo.
  4. Determinar onde é o melhor lugar para alcançar este grupo. Onde eles vão estar mais interessados e receptivos a sua mensagem?
  5. Medir os resultados e otimizar. Acompanhar os resultados das ações para corrigi-las e implementar mudanças.

Ainda apontam que, para ser verdadeiramente bem sucedido, a micro-segmentação requer um entendimento profundo dos alvos (público a alcançar) da empresa e transformar essas idéias em estratégias acionáveis. Mas feito corretamente, é uma ferramenta que pode realmente permitir “fazer mais com menos” e crescer as marcas de maneiras novas e criativas.

Orkut Promote: anúncios virais grátis no Orkut

1 ago

Faz muito tempo que uma novidade no Orkut não me entusiasma tanto como o Orkut Promote. Trata-se de uma funcionalidade que permite promover vídeos, fotos e textos com os seus amigos, e dá a possibilidade que eles os promovam a outros, podendo ter um efeito viral considerável.

Orkut Promote

Veja como funciona no vídeo:

A possibilidade de “viralizar” conteúdos era uma pendência (e ainda é) muito importante no Orkut. No Facebook, por exemplo, os conteúdos publicados no próprio site ou por aplicações de terceiros permitem que os seus amigos o comentem ou simplesmente marquem como “Eu Gosto”. Isto faz com que os conteúdos apareçam nos perfis dos seus amigos, que são vistos pelos amigos dos amigos e assim por diante.

Como conseguir o efeito viral

Conheça o seu público: seja um público geral ou um nicho, é importante conhecer as suas necessidades para poder oferecer algo que tenha valor.

Trabalhe sobre a mensagem: para que uma mensagem seja considerada, ela deve suprir alguma necessidade do público, que também deve ter alguma motivação para retransmiti-la. Você não só deve lograr que a mensagem chame a atenção de uma pessoa, mas também que tenha importância para o grupo. Geralmente, mensagens simples são absorvidas mais facilmente.

Use interlocutores: uma forma de conseguir que a sua mensagem caia no boca-a-boca é que alguém importante fale sobre ela (seja Obama ou a garota mais popular da escola). Isso adiciona valor à mensagem. Além disso, chegaria a um público muito mais amplo, já que, geralmente, estas pessoas são seguidas por muita gente.

Cinema e Social Medias: o que muda

6 dez

Anunciando o fato de um curta-metragem brasileiro tem ganho um concurso mundial do YouTube, me fez refletir algumas coisas.

Tenho amigos curta-metragistas que realizam um trabalho memorável. Através do movimento cineclubista, eles buscam vencer uma das principais barreiras para o cinema independente chegar até o público: a distribuição. De fato, o trabalho tem tido resultado, mas o público de cine clubes ainda é muito reduzido perto do potencial de outros meios. Me refiro às Social Medias, como o próprio YouTube e redes sociais.

A Internet está transformando o espectador, que parece não estar disposto de deixar a comodidade da sua casa para ver algo que ele ainda não tem nenhuma referência. Além disso, pela Internet, o público tem muito mais poder: pode escolher o que quer ver e quando; e também quando quer deixar de ver.

Social Media é um espaço democrático e com todo tipo de público, para a ficção, documentário e o experimental, mas também implica em repensar modelos tradicionais. Sem a opressão (e também a magia) da sala de cinema, onde não se pode passar ao próximo filme e levantar-se e sair é considerado falta de educação, o público deverá ser o foco desde o princípio da obra. Isso não quer dizer que o diretor terá menos liberdade, mas que deverá levar em conta que terá muito menos tempo para chamar e manter a atenção do público para a sua obra.